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publicado em 13/11/2017

Desconhecimento de normas que regulamentam o funcionamento de empresas pode comprometer o negócio

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Para abrir uma empresa é imprescindível tirar o alvará de funcionamento. Essa é uma informação básica para todo tipo de negócio. Porém, a variedade de normas e regulamentações desafia muitos empreendedores de atividades específicas. Infelizmente, a grande maioria não conhece a totalidade das regras que regulamentam segmentos específicos, como restaurantes, clínicas, açougues e escolas, entre tantos outros, e se veem em apuros posteriormente.
 
Tais determinações, definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Serviço de Inspeção Federal (SIF) e até mesmo pelo Ministério da Educação (MEC), vão muito além de manter os espaços limpos e organizados ou de obedecer ao código de postura do município, às normas de segurança e à vistoria do Corpo de Bombeiros. 
 
A arquiteta Juliana Cordeiro alerta que muitos detalhes, aparentemente mínimos, podem passar despercebidos. “Numa cozinha industrial, uma lâmpada inapropriada para a alta temperatura do ambiente pode se aquecer em excesso, explodir e seus estilhaços atingirem pessoas e a própria comida”, exemplifica. Para ela, o profissional de arquitetura, o primeiro a chegar à obra e o último a sair, é o indicado para observar, entender e auxiliar o cliente na complexidade dos itens exigidos para cada tipo de atividade. 
 
Ela observa que, além do cadastramento do estabelecimento, que deve ser feito antes do início das obras, somente após o cumprimento de uma extensa lista de quesitos o empreendimento estará apto a funcionar. Juliana ressalta que algumas observações são essenciais para a montagem, pois, por exemplo, numa cozinha industrial estão itens como o gás, saídas de emergência, escadas, acessos, corredores, pisos, paredes e portas e manuseio de resíduos. 
 
TRANSTORNOS 
 
A arquiteta esclarece que, em clínicas, são avaliados a desinfecção de instrumentos, manutenção dos equipamentos, banheiros e lavatórios, recepção, além do uso de produtos químicos, sem contar a iluminação, os sistemas de drenagem e assim por diante. Juliana observa que 80% das empresas com as quais convive desconhecem as normas e se sentem aterrorizadas por elas. “Mas não há motivos para isso”, garante. “Basta que o profissional contratado conheça o que a empresa produz, o que entrega e como entrega. Assim, fará valer o valor do investimento feito e, com isso, evitará transtornos desnecessários”, afirma. 
 
 Juliana é sócia-fundadora e diretora da Insight Arquitetura, tem mestrado em engenharia civil e pós-graduação em engenharia de produção civil. Em 11 anos de atuação, a Insight já desenvolveu cerca de 370 projetos, entre residenciais e corporativos.

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